Como cuidar dos seus colaboradores nessa crise do superendividamento
- Leggal

- 29 de jul.
- 2 min de leitura
Em um episódio especial do Legal Care Talks, recebemos pela primeira vez uma convidada da área jurídica, Maria Luísa Tannous, CLO da Leggal, ao lado de Diego Battistella. Juntos, eles trouxeram um bate-papo mais educacional sobre um tema que tem tomado o dia a dia da gestão de pessoas: o superendividamento dos colaboradores e o papel do cuidado jurídico nesse cenário.
Uma epidemia que já não cabe só na educação financeira
A crise do superendividamento deixou de ser uma questão pontual para se tornar estrutural na vida do trabalhador brasileiro. Segundo o Banco Central, o comprometimento de renda das famílias brasileiras atingiu 49,9% em fevereiro de 2026, o maior nível já registrado.
Por muito tempo, o RH não soube lidar com essa realidade, apesar disso, o endividamento sempre existiu, mas nunca na proporção e complexidade de hoje, com folhas de pagamento tomadas por consignado, descontos e cobranças que fogem do controle do próprio colaborador.
O papel do advogado: prevenir antes de resolver
Existe uma diferença entre atuação preventiva e resolutiva de um advogado. Antes de um problema se tornar crítico, o profissional jurídico pode revisar contratos, orientar renegociações e identificar juros abusivos, evitando que uma situação como de uma dívida, evolua para algo mais grave.
Quando o problema já é crítico, esse mesmo profissional também se torna necessário, conduzindo negociações e planos de pagamento com mais segurança para o colaborador.
Um dado interno reforça a dimensão do problema: nos diagnósticos já realizados dentro de empresas, 48% dos colaboradores atendidos apresentam algum nível de impacto jurídico ligado a questões financeiras.
O impacto das bets para a crise do superendividamento
Segundo estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC), os gastos das famílias brasileiras com bets saltaram de praticamente zero, em 2023, para mais de R$ 30 bilhões por mês em março de 2026.
" A aposta em si não aparece como dívida... quem entra como credor é o banco, já que a pessoa contrai empréstimos para custear as apostas. Desde o lançamento do crédito consignado do governo federal, boa parte dos primeiros tomadores desse crédito já tinha conta em plataformas de apostas, o que evidencia essa conexão indireta entre bets e o cenário de superendividamento."
Convite para o RH repensar o que é essencial
Assim como aconteceu com a saúde mental durante a pandemia, mais uma vez o RH está diante de um novo movimento de conscientização: entender que o cuidado jurídico também é parte da estratégia de cuidado com as pessoas, e que ele atua tanto na prevenção quanto na resolução de crises financeiras. O RH que já discute saúde mental e financeira, mas ainda não olha para a camada jurídica dessas questões, está tratando apenas parte do problema.
Assista ao episódio especial do Legal Care Talks, e acompanhe a conversa com Maria Luísa Tannous e Diego Battistella sobre como o cuidado jurídico pode transformar a forma como as empresas lidam com o endividamento dos colaboradores.



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