Por que empresas como o iFood estão olhando para cuidado jurídico e redefinindo o que é essencial nos benefícios corporativos
- Leggal

- há 9 horas
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A disputa por talentos, a pressão por eficiência e a transformação no perfil da força de trabalho têm levado grandes empresas de tecnologia a revisarem o que consideram essencial em seus portfólios de benefícios. O movimento não é apenas de ajuste, é de redefinição.

Mais do que ampliar ofertas, as big techs estão priorizando soluções com impacto real na vida cotidiana dos colaboradores.
O relatório Global Talent Trends 2024, do LinkedIn, mostra que 62% dos profissionais consideram benefícios alinhados à vida prática determinantes para permanecer em uma empresa. Ao mesmo tempo, pesquisas da Gartner indicam que lideranças de RH têm redirecionado investimentos para iniciativas com uso comprovado e impacto mensurável.
Nesse contexto, o modelo tradicional de EAP (Employee Assistance Program) deixa de ser o eixo central do cuidado e passa a atuar de forma complementar. Ganham espaço soluções mais específicas, preventivas e conectadas às vulnerabilidades reais das pessoas.
É nesse cenário que o cuidado jurídico começa a ocupar um novo lugar.
Quando a vida impacta o trabalho
Questões familiares, financeiras, patrimoniais e de consumo estão entre as principais fontes de estresse na vida adulta. No Brasil, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aponta mais de 83 milhões de processos em tramitação. Estudos da Fundação Getulio Vargas (FGV) indicam que a falta de orientação jurídica preventiva contribui para a judicialização tardia de conflitos que poderiam ser resolvidos de forma antecipada.
A realidade é clara: problemas jurídicos não ficam do lado de fora da empresa. Eles impactam foco, decisões e segurança emocional.
Oferecer acesso à orientação especializada deixa de ser apenas um diferencial, passa a ser estratégia de cuidado.
O exemplo do iFood e a chegada do Legal Care
No Brasil, o iFood ilustra esse movimento ao ampliar seu portfólio de benefícios com o Legal Care, solução desenvolvida pela Leggal que oferece acesso a apoio jurídico especializado via WhatsApp para colaboradores.
A decisão surgiu dentro de uma lógica estruturada de benchmarking e escuta ativa, práticas já consolidadas na cultura da empresa. Ao incluir o cuidado jurídico como benefício, o iFood expande o conceito tradicional de assistência ao colaborador.
O movimento reforça uma tendência: empresas que colocam a experiência do colaborador no centro começam a olhar também para vulnerabilidades menos visíveis.
Repensar o que é essencial com cuidado jurídico
Para Diego Battistella, cofundador da Leggal, o diferencial do Legal Care está na forma como o acesso acontece.
“Quando a pessoa consegue falar diretamente com um advogado e ter orientação contínua ao longo de uma questão jurídica, o impacto é outro. Muitas demandas poderiam ser resolvidas de forma preventiva se o acesso fosse simples. Democratizar essa orientação é redefinir o que é essencial no cuidado corporativo”, afirma.
A proposta do Legal Care é justamente essa: transformar o acesso jurídico em benefício estruturado, preventivo e acessível, ampliando a segurança das pessoas sem burocracia.
Ao incorporar esse modelo, empresas como o iFood sinalizam uma mudança importante no mercado brasileiro: benefícios não são apenas complementos, mas parte da infraestrutura de bem-estar e performance.
Repensar o que é essencial, nesse contexto, é reconhecer que acesso também é cuidado.



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