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20 milhões de brasileiros em endividamento de risco: o que as novas regras do Banco Central mudam para o RH

Foto do escritor: Leggal
Leggal
há 5 dias
2 min de leitura

O Brasil tinha 20,3 milhões de pessoas em endividamento de risco em junho de 2026, alta de 75% em relação a junho de 2021, o que equivale a 17% dos devedores do Sistema Financeiro Nacional. Na sexta-feira, 23 de outubro, o Banco Central respondeu com três resoluções sobre oferta de crédito, publicidade e transparência das dívidas.


As novas regras do Banco Central começam a valer em 2027

A Resolução 602, com vigência a partir de 31 de março de 2027, obriga as instituições a oferecer um mecanismo claro para o cliente bloquear propagandas e ofertas ativas de crédito. Para quem tem maior vulnerabilidade financeira, essas ofertas dependerão de autorização prévia, específica e inequívoca.

Já em 1º de julho de 2027 entram a Resolução 601, que cria o Painel de Dívidas Consolidadas (no início, mostrando só as operações da própria instituição), e a Resolução 603, que exige consentimento específico para ofertas de crédito durante uma transação no Pix. Também está prevista um alerta de risco financeiro quando as parcelas comprometerem 40% da capacidade mensal de pagamento.


Quem são os endividados de risco

A classificação do Banco Central não significa que todos estejam inadimplentes, mas indica maior vulnerabilidade financeira. O peso no orçamento é real: entre quem ganha até dois salários mínimos, as dívidas consumiam 42% da renda em junho de 2026, 15% só com o cartão de crédito. E os chamados ativos problemáticos no crédito às famílias chegaram ao maior patamar desde 2012 na maioria das modalidades.

Esses números não ficam do lado de fora da empresa. O colaborador que vive esse cenário está no seu time, e o superendividamento começa muito antes da inadimplência.


As regras previnem novas dívidas, mas não resolvem as que já existem

Bloquear ofertas empurradas e deixar os custos mais claros reduz a contratação por impulso. É um avanço importante, mas ele vale daqui para frente, e muitas das regras só começam em 2027. Para o colaborador que já assinou contratos com juros altos, enfrenta cobranças ou não sabe como renegociar, a dúvida continua a mesma: quais são os meus direitos?

Onde o cuidado jurídico entra

Ninguém decide bem sobre crédito sem entender o que está assinando. É nesse ponto que o Legal Care ajuda: o colaborador tem acesso a advogados pelo WhatsApp para tirar dúvidas sobre contratos, juros, cobranças e renegociação, e para saber como agir. Na prevenção, antes de aceitar uma nova oferta. No suporte, quando a dívida já pesa no mês. Em ambos os casos, orientação profissional no lugar da insegurança.


Quer aprofundar? Participe do nosso workshop online

Entender a regra é só o começo. O mais difícil para o RH é identificar quem, dentro do time, já está sendo pressionado por dívidas e agir antes que o problema cresça. Por isso, a Leggal realiza no dia 12 de novembro o workshop online “Endividamento dos colaboradores: como identificar e prevenir?”, feito para RH e lideranças de gestão de pessoas. Vamos mostrar sinais de alerta, caminhos de prevenção e como o cuidado jurídico entra nessa estratégia.




Participe da próxima edição 12/11/26 às 10h30



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