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Setembro Amarelo: o que pode estar por trás do sofrimento emocional dos colaboradores?

Foto do escritor: Leggal
Leggal
9 de set.
3 min de leitura

Nem toda dor psicológica tem uma causa visível. Muitas vezes, por trás do sofrimento emocional existe uma situação desconhecida, ainda não resolvida.


Setembro Amarelo
imagem meramente ilustrativa - setembro amarelo

Todo mês de setembro, o país se mobiliza para falar sobre prevenção ao suicídio e saúde mental. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 14 mil pessoas morrem por suicídio no Brasil todos os anos, uma média superior a 38 mortes por dia. E a Organização Mundial da Saúde estima que, para cada óbito, existam entre 10 e 20 tentativas, um retrato de um sofrimento muito maior do que os números mostram.


No ambiente de trabalho, o reflexo já aparece nos indicadores: em 2024, o Brasil registrou 472 mil afastamentos por transtornos mentais, segundo o Ministério da Previdência Social, um crescimento de 68% frente ao ano anterior.



O sofrimento emocional nem sempre tem uma causa visível


É comum que empresas tratem a saúde mental como uma questão exclusivamente de bem-estar: mais pausas, apoio psicológico e comunicações sobre autocuidado.


Tudo isso importa, mas para uma parte significativa dos casos, a origem do sofrimento pode estar em uma situação financeiro, familiar, mobiliária... Problemas não silenciosos e pessoais do colaborador, que não aparecem diretamente em pesquisas de clima, e que muitas vezes, está invisível para a própria empresa.



Quando a dor tem origem jurídica


Podemos trazer um cenário extremo: uma mulher em situação de violência doméstica. Ela precisa ter orientação adequada para entender os seus direitos, como uma medida protetiva, entrada em um divórcio ou reaver a partilha de bens. Sem esse apoio, a mulher segue exposta.


E o impacto na saúde mental já é documentado: segundo a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher (Senado Federal), 46% das mulheres em situação de violência tiveram o trabalho diretamente afetado, e cerca de 24 milhões de brasileiras já tiveram a rotina alterada por esse motivo. Um estudo do IEPS ainda aponta que mulheres nessa situação têm 3,8 vezes mais chances de desenvolver depressão.


O mesmo padrão se repete em outras situações da vida pessoal: um colaborador endividado, negociando com bancos e cobranças sem saber seus direitos; alguém em processo de separação, sem entender como funciona a partilha ou a guarda dos filhos; uma vítima de fraude de consumo, sem saber como reaver o prejuízo. Em todos esses casos, a insegurança jurídica se soma ao desgaste emocional, e um alimenta o outro.



Por que muita gente sofre em silêncio


Boa parte dessas situações não chega ao RH, e quando chega, pode ser tarde para trazer uma solução preventiva.


Falta, principalmente, documentação e orientação adequada: sem saber a quem recorrer ou como comprovar o que está vivendo, muitas pessoas simplesmente convivem com o problema até ele se agravar, impactando em outros momentos da vida, como no ambiente de trabalho.



Sinais que o RH e as lideranças devem observar:


  • Pedidos frequentes de afastamento ou de atestados, sem um padrão claro;

  • Queda perceptível de engajamento em reuniões, treinamentos ou projetos;

  • Isolamento social dentro da equipe, evitando interações informais;

  • Dúvidas recorrentes sobre direitos relacionados a afastamento no trabalho;

  • Mudança perceptível de humor ou comportamento, e falta de engajamento.


Nenhum sinal isolado confirma uma situação, mas a recorrência pede atenção estruturada.



O papel do cuidado jurídico na prevenção


Não cabe ao RH resolver a vida pessoal de ninguém, nem investigar o que se passa fora do trabalho. Mas cabe oferecer acesso a quem pode ajudar.


Quando o colaborador tem orientação jurídica facilitada para entender seus direitos e agir diante de uma situação de violência, divórcio, aluguel, dívida ou fraude, uma parte real do peso emocional que ele carrega diariamente passa a ter um caminho, uma solução. E isso, sim, está ao alcance da empresa.



O primeiro passo: enxergar o problema


Antes de criar mais uma iniciativa de bem-estar, o RH precisa entender o tamanho real do problema dentro da própria empresa: quantos colaboradores estão sendo impactados por situações como essas, quais sinais aparecem com mais frequência e onde estão os maiores pontos de atenção.


Foi pensando nisso que a Leggal desenvolveu o Diagnóstico de Impacto 360°, uma ferramenta que mapeia os desafios de saúde mental, jurídicos e financeiros, que chegam até seus colaboradores.


banner Diagnóstico Leggal




Se você ou alguém que você conhece precisar de apoio, o CVV (Centro de Valorização da Vida) atende gratuitamente pelo 188, 24 horas por dia.




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